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quinta-feira, 11 de maio de 2017

Deus versus Diabo e unicórnios invisíveis


Muito cômodo é atribuir as culpas humanas, os erros, a ignorância,
enfim, o comportamento violento e impiedoso dos seres humanos, a um agente externo à humanidade, não-humano e "espiritual" (como definir isso?), qual seja, o "Demônio".

É bem mais fácil culpabilizar um terceiro do que assumir a própria culpa.

Por que não deixarmos os mitos definitivamente para trás, e assumirmos nossa própria culpa por todos os males que causamos?

Por que não somos capazes de admitir que todos os males originados de atos humanos são produtos diretos de nossa própria cultura?

A Humanidade vive ainda na infância. Não tem a maturidade de assumir seu próprio destino. Ainda necessita pensar que existe um "ser maior" que cuida de nós, e que um outro "ser malvado" seria o responsável por todas as coisas ruins. Uma infantilização da realidade, uma visão bem simplista e cômoda da realidade.

Isso sem nos metermos a questionar como o "Mal" surgiu, de forma totalmente contraditória com a dita benevolência infinita de um ser onisciente, onipresente e onipotente. Sério? E que estranho benefício haveria para este deus em permitir o surgimento do "Mal", deixá-lo existir ou até mesmo reservar-lhe um "cantinho"  o Inferno? Como um deus onipotente não teria "forças" pra aniquilar o "Demônio" e seus asseclas? 

Ou existiria uma justificativa moral para o "Mal"? Então o "Mal" poderia fazer algum bem? O "Bem" por si só já não seria necessário e suficiente para a "educação" de todas as criaturas ditas inteligentes do Universo, incluindo os seres humanos? Ou Deus estaria barganhando com o Diabo? Seria este o maior conchavo da história do Universo?

                                                   🌟🌟🌟

Não seria bem melhor se parássemos com tantas elucubrações mentais, imaginações e fantasias sobre o bem e o mal, se parássemos de criar alegorias para o que não se consegue explicar, quando for o caso? Se eu não sei explicar quem roubou o meu queijo, não seria mais razoável que eu apenas afirmasse que eu não sei quem o fez, ao invés de afirmar categoricamente que um faminto unicórnio invisível teria protagonizado o feito?