Muito cômodo é
atribuir as culpas humanas, os erros, a ignorância,
enfim, o
comportamento violento e impiedoso dos seres humanos, a um agente externo à
humanidade, não-humano e "espiritual" (como definir isso?), qual
seja, o "Demônio".
É bem mais fácil
culpabilizar um terceiro do que assumir a própria culpa.
Por que não
deixarmos os mitos definitivamente para trás, e assumirmos nossa própria culpa
por todos os males que causamos?
Por que não somos
capazes de admitir que todos os males originados de atos humanos são produtos
diretos de nossa própria cultura?
A Humanidade vive
ainda na infância. Não tem a maturidade de assumir seu próprio destino. Ainda
necessita pensar que existe um "ser maior" que cuida de nós, e que um
outro "ser malvado" seria o responsável por todas as coisas ruins. Uma
infantilização da realidade, uma visão bem simplista e cômoda da realidade.
Isso sem nos
metermos a questionar como o "Mal" surgiu, de forma totalmente
contraditória com a dita benevolência infinita de um ser onisciente,
onipresente e onipotente. Sério? E que estranho benefício haveria para este
deus em permitir o surgimento do "Mal", deixá-lo existir ou até mesmo
reservar-lhe um "cantinho" ─ o Inferno? Como um deus onipotente
não teria "forças" pra aniquilar o "Demônio" e seus
asseclas?
Ou existiria uma justificativa moral para o "Mal"? Então o "Mal" poderia fazer algum bem? O "Bem" por si só já não seria necessário e suficiente para a "educação" de todas as criaturas ditas inteligentes do Universo, incluindo os seres humanos? Ou Deus estaria barganhando com o Diabo? Seria este o maior conchavo da história do Universo?
Ou existiria uma justificativa moral para o "Mal"? Então o "Mal" poderia fazer algum bem? O "Bem" por si só já não seria necessário e suficiente para a "educação" de todas as criaturas ditas inteligentes do Universo, incluindo os seres humanos? Ou Deus estaria barganhando com o Diabo? Seria este o maior conchavo da história do Universo?
Não seria bem melhor
se parássemos com tantas elucubrações mentais, imaginações e fantasias sobre o
bem e o mal, se parássemos de criar alegorias para o que não se consegue
explicar, quando for o caso? Se eu não sei explicar quem roubou o meu queijo,
não seria mais razoável que eu apenas afirmasse que eu não sei quem o fez, ao
invés de afirmar categoricamente que um faminto unicórnio invisível teria
protagonizado o feito?
